sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Publicação: Food Services News

Tendências para o verão

Sem dúvida, o verão abre a temporada das dietas, das refeições mais leves e dos alimentos mais saudáveis e a sobremesa pode deixar de ser a vilã dessa história

Raul Concer

É comum a freqüente a preocupação das pessoas em relação à saúde e à estética. No verão essa preocupação aumenta, afinal é a estação do ano em que a boa forma física fica mais em evidência.


Com todo esse estímulo, o fator alimentação muitas vezes deixa a desejar e uma das causas está na vida agitada, no corre-corre do cotidiano que não permite à maioria das pessoas ter tempo para fazer uma refeição saudável, como era no passado. A oferta de produtos calóricos e com muita gordura é farta e traz conveniência para o consumidor.

Eis aí um dilema, principalmente nos grandes centros urbanos: fazer fora de casa uma refeição ou consumir alimentos que possibilitem manter a forma e traga benefícios à saúde.

No segmento de confeitaria, algumas mudanças já são percebidas no exterior em relação a sobremesa e outras doces tentações. Um exemplo está no tamanho das porções, que tem diminuído, possibilitando às pessoas optarem pela quantidade, ou seja, consumir uma unidade ou repetir mais vezes.

O investimento em pequenas porções nas preparações já é comum, como nos denominados mini pâtisserie ou pâtisserie mignon e pequenas verrines.

No caso dos chocolates, as boutiques deixaram de produzir bombons grandes (25 g) e optaram por tamanhos menores (8 a 12 g), enquanto no Brasil ainda temos as trufas de 40 g! Consumir uma delas equivale a uma refeição e deixa até um atleta com “peso na consciência”.

Oferecer a possibilidade de degustar mais vezes ao adotar porções menores, além de interessante para o consumidor, é uma grande vantagem para o negócio. O cliente fica com melhores recordações e a memória de uma boa degustação o leva de volta ao estabelecimento.

Ainda existe no Brasil, o grande paradigma das sobremesas mais fartas, que são associadas à satisfação pelo tamanho da porção, mas, por outro lado, o preço elevado dessas sobremesas acaba por determinar o baixo consumo desses produtos após as refeições.

Experimente vender as pequenas porções por um preço justo. Até mesmo os americanos, acostumados com sobremesas maiores, se renderam aos mini. Um bom exemplo está no sucesso dos cupcakes. Nas pequenas porções está uma forma de quebrar o paradigma de que as sobremesas são vilãs.

Oferecer ao consumidor a possibilidade de sentir o prazer de saborear o que gosta, porém com o controle da quantidade, é levar alternativa saudável para o cliente e também para as vendas do estabelecimento.


Fonte: http://www.foodservicenews.com.br/materia.php?id=455

Revista Food Service News, n. 45

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